Ouro como investimento em tempos de crise

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São Paulo – O ouro costuma brilhar mais aos olhos de investidores em momentos de crise e pressão inflacionária. Por funcionar como uma reserva de valor, ele é tido por muitos como um porto seguro nestas situações.

O quadro de incertezas – composto por valorização do dólar, crise europeia, quedas no juro e na Bolsa – tem ocasionado a valorização do ouro nos últimos meses. No Brasil, o ouro negociado na BM&F teve alta de 4,21% em 2011 e de quase 25% nos últimos 12 meses. O ouro pode se valorizar ainda mais.

Como funciona a aplicação

No Brasil, a forma mais comum de investir em ouro é por meio da Bolsa de Mercadorias e Futuros. Para comprar ouro na BM&F, o investidor deve procurar uma corretora credenciada na Bolsa de valores e a negociação mínima é de um contrato, é do lote-padrão de 250g ou fracionários de 10g e de 0,225g, que têm preços mais acessíveis, mas têm menor liquidez.

A cotação do ouro é feita em reais por grama. Por meio da BM&F, além da compra à vista existem também os contratos nas modalidades futuro, termo e opção de compra e venda, mas elas são mais indicadas para investidores com mais experiência.

O ouro percorre um caminho longo até ser negociado na Bolsa. Depois da extração, ele é refinado e transformado em barras. Elas são lacradas e embaladas e só então são entregues a uma instituição financeira. Estas instituições são bancos credenciados pela BM&F, que mantêm as barras de ouro sob custódia, armazenando-as em cofres gerenciados.Todo esse processo é atestado pela Bolsa.

Taxas

A Bolsa faz a cobrança da taxa de custódia e a repassa para o banco custodiante. São cobrados 0,07% ao mês, calculados diariamente sobre a posição mantida pelo investidor, de acordo com a seguinte metodologia: Taxa de Custódia ao dia = (preço máximo do ouro no dia x 0,07% x saldo em gramas)/ 30 dias. A aplicação está sujeita ainda à cobrança de taxa de corretagem, que varia de acordo com a corretora contratada. Geralmente, a taxa fica na faixa de 0,2% sobre o valor total envolvido na transação.

Mas para quem trabalha na indústria de joias ou quem comercializa joias em ouro, o ideal é reinvestir no negócio de acordo com as vendas, destine pelo menos 50% do valor para reinvestir em um novo produto,  pois assim você manterá sua vitrine sempre com novidades e lembre-se de que o dinheiro no banco, em nenhuma aplicação  terá a mesma rentabilidade e liquidez que o ouro no momento de crise. E o outro motivo seu estoque é um passivo que só tende a valorizar. Jamais perderá o  valor.

 

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